
O Diagnóstico das ONG em Portugal
Abril 12, 2026Ter trabalhado como colaboradora das Nações Unidas e em organizações humanitárias foi uma experiência transformadora que me permitiu perceber, na prática, o impacto profundo que estas instituições têm junto das comunidades mais fragilizadas em todo o mundo.
Na UNICEF, como Head of Field Operations Unit (2007-2008), tive a responsabilidade de gerir escritórios provinciais e coordenar a elaboração, implementação e monitorização de programas humanitários multissetoriais, garantindo respostas eficazes às necessidades urgentes da população local.
No Programa Alimentar Mundial (WFP), onde desempenhei funções de Head of M&E Unit e Base Manager (2003-2007), coordenei equipas, operações de campo e sistemas de monitoria e avaliação, desenvolvendo metodologias participativas e elaborando relatórios detalhados que asseguraram a transparência e o impacto das nossas intervenções.
Além disso, colaborei com a Chevron, desenvolvendo um sistema de Monitoria & Avaliação para os seus programas de Responsabilidade Social, fortalecendo a integração entre a empresa e as comunidades.
A minha experiência em organizações não governamentais também foi determinante: como Representante de País da CIC (1997-2002), e Oficial de Programa na AMI (1995-1997), assegurando a eficácia das operações humanitárias e a visibilidade das missões em todo o mundo.
Estas experiências consolidaram em mim um compromisso sólido com o propósito de promover a paz, a segurança, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável, garantindo que nenhuma pessoa ficava para trás, quer se pudesse tratar de um cenário de crise humanitária, quer de apoio ao desenvolvimento comunitário.
Trabalhar no Terceiro Setor e em Organizações Humanitárias Internacionais é estar na linha da frente da esperança. É saber que o nosso trabalho contribui para devolver dignidade a quem mais precisa. O verdadeiro impacto destas ações ficará comigo para sempre, pelas vidas que mudei, pelas comunidades que consegui apoiar, e pelo meu contributo para que pessoas, em estado de fragilidade, pudessem passar a ser protagonistas do seu próprio futuro.
Mais do que números e estatísticas, o trabalho destas instituições traduz-se em vidas transformadas, em pessoas que recuperam a esperança, em comunidades que se reerguem e em sociedades que evoluem com maior justiça e solidariedade.
Todas estas vivências reforçaram em mim a importância de um olhar estratégico e profundamente humano para o desenvolvimento organizacional e social.
Foi, aliás, esta combinação única de experiências que enriqueceu profundamente o meu percurso posterior enquanto Diretora de Recursos Humanos e Consultora de RH.
Compreender as dinâmicas complexas das comunidades e das equipas humanitárias em situações desafiantes permitiu-me desenvolver uma visão empática e estratégica, fundamental para liderar processos de transformação organizacional, gestão de talento e desenvolvimento de culturas inclusivas.
Estas duas experiências complementaram-se naturalmente, alimentando a minha capacidade de integrar propósito, estratégia e impacto social nas soluções que proponho às organizações com que colaboro.
Com a certeza de que, continuarei a construir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável, e com a convicção de que uma intervenção mais ativa neste terceiro setor, poderá ser equacionada sempre que de mim precisarem, e sempre que a minha experiência possa ser um valor acrescentados para quem mais precisa.
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